A Colcha da Vida,
Parte I
Nossa
reflexão de hoje se dá a partir de algumas frases muito interessantes, vindas de
pessoas sensíveis e que tem a ousadia de escrever acerca da realidade em que
vivem, passando por lamparina que iluminas as letras e que usam a linha dourada
na costura das palavras, com a habilidade do artesão que junta os retalhas tão
diversos e diferentes na composição da mais bela cocha chamada Vida.
A
vida que há em nós será da nossa inteira responsabilidade guardá-la como um dom
muito precioso, nascido do sopro divino soprado em nossas narinas e que nos
mantem viventes.
Osho
nos escreve com muita propriedade e sensível inspiração que "Não há
caminhos sem luz, mas seres que teimam em ver a vida de olhos fechados”. E
ainda, que viemos ao mundo "sem nada, então, uma coisa é certa: nada nos
pertence. Vimos absolutamente despido, mas com ilusões. Nada pertence nos
pertence. Então, que insegurança é essa que nos deixa tão preocupados? Nada
pode ser roubado, nada pode ser tirado de nós. Tudo o que estamos usando
pertence ao mundo. E um dia, teremos que deixar tudo isso aqui. Não seremos
capazes de levar nada conosco."
Erick
Tozzo nos escreve que, quanto aquilo que está diante dos nossos olhos,
referindo-se ao caos que está no mundo, não o permitamos que se instale “dentro
de nós. Verdadeiros milagres acontecem todos os dias, mesmo que o noticiário
não mostre. Escolhamos para nós a paz e a luz, mesmo sabendo que as guerras e a
escuridão também existem. Apropriemo-nos daquilo que nos faça bem”.
E,
na feliz sequência da costura da Cocha da Vida, Lao-Tsé nos recomenda algo substancial
desafiando-nos a abraçar a confiança: "Aprendamos a confiar no que está
acontecendo. Se há silêncio, deixemo-lo aumentar, algo surgirá. Se há
tempestade, deixemo-la rugir, se acalmará”.
Assim,
Gi Stadnicki entra em cena e nos dá um tesouro bastante valioso, que precisamos
guarda-lo no coração: “Andemos sem temores pelos caminhos iluminados da
bondade. No fim das contas, só isso mesmo nos importará. Tanto ao mundo quanto
aos céus”.
Santo
Agostinho nos dirá que “’Deus é mais íntimo a nós do que nós a nós mesmos'. O
próprio Jesus, quando perguntado como haveremos de conhecer a Deus, após esta
vida (Mateus 25, 31-40), ele respondeu algo surpreendente: não veremos a Deus
somente do outro lado da vida. Ele já pode e deve ser visto aqui e agora. Basta
abrirmos os olhos e o coração para reconhecê-Lo naquele que tem fome, sede,
está doente, desamparado ou oprimido. Todas as vezes que servimos aos que
sofrem é ao próprio Deus que servimos, ainda que não tenhamos fé. Esta é a
essência do Cristianismo. Cuidar de um doente vale mais aos olhos de Deus do
que todas pomposas celebrações litúrgicas, presididas pelo papa na Basílica de
São Pedro, em Roma. Porque, para Deus, o que há de mais sagrado é o ser
humano".
Diante
de tudo o que vimos costurado até agora, atreveremos alguns pontos conclusivos:
Que poderemos transformar o tempo de qualquer quarentena para revermos nossas
atitudes, pensamentos e mudanças;
Que
a Igreja Católica não fechou suas portas, ela apenas se multiplicou, agora
existe uma Igreja em cada família que reza.
Que
a Eucaristia aponta a necessidade de acabarmos com a tentação de procurarmos os
primeiros lugares;
Que
devemos acabar com a ganância pelas posses, o poder de querer sempre dominar e
explorar os mais pobres...
Que Deus é comunicante e está falando à nossa alma que a grandeza se faz na humildade que aponta para a vida plena que acontece na simplicidade e se faz vizinha da a pureza de coração, mansidade da alma.
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Edivaldo do
Carmo

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