terça-feira, 21 de abril de 2020

Seção Edivaldiana (Mensagem)

A Colcha da Vida

Parte I

Disponível em https://www.frasespequenas.com.br/frase-499 acessado hoje

Nossa reflexão de hoje se dá a partir de algumas frases muito interessantes, vindas de pessoas sensíveis e que tem a ousadia de escrever acerca da realidade em que vivem, passando por lamparina que iluminas as letras e que usam a linha dourada na costura das palavras, com a habilidade do artesão que junta os retalhas tão diversos e diferentes na composição da mais bela cocha chamada Vida.

A vida que há em nós será da nossa inteira responsabilidade guardá-la como um dom muito precioso, nascido do sopro divino soprado em nossas narinas e que nos mantem viventes.

Osho nos escreve com muita propriedade e sensível inspiração que "Não há caminhos sem luz, mas seres que teimam em ver a vida de olhos fechados”. E ainda, que viemos ao mundo "sem nada, então, uma coisa é certa: nada nos pertence. Vimos absolutamente despido, mas com ilusões. Nada pertence nos pertence. Então, que insegurança é essa que nos deixa tão preocupados? Nada pode ser roubado, nada pode ser tirado de nós. Tudo o que estamos usando pertence ao mundo. E um dia, teremos que deixar tudo isso aqui. Não seremos capazes de levar nada conosco."

Erick Tozzo nos escreve que, quanto aquilo que está diante dos nossos olhos, referindo-se ao caos que está no mundo, não o permitamos que se instale “dentro de nós. Verdadeiros milagres acontecem todos os dias, mesmo que o noticiário não mostre. Escolhamos para nós a paz e a luz, mesmo sabendo que as guerras e a escuridão também existem. Apropriemo-nos daquilo que nos faça bem”.

E, na feliz sequência da costura da Cocha da Vida, Lao-Tsé nos recomenda algo substancial desafiando-nos a abraçar a confiança: "Aprendamos a confiar no que está acontecendo. Se há silêncio, deixemo-lo aumentar, algo surgirá. Se há tempestade, deixemo-la rugir, se acalmará”.

Assim, Gi Stadnicki entra em cena e nos dá um tesouro bastante valioso, que precisamos guarda-lo no coração: “Andemos sem temores pelos caminhos iluminados da bondade. No fim das contas, só isso mesmo nos importará. Tanto ao mundo quanto aos céus”.

Santo Agostinho nos dirá que “’Deus é mais íntimo a nós do que nós a nós mesmos'. O próprio Jesus, quando perguntado como haveremos de conhecer a Deus, após esta vida (Mateus 25, 31-40), ele respondeu algo surpreendente: não veremos a Deus somente do outro lado da vida. Ele já pode e deve ser visto aqui e agora. Basta abrirmos os olhos e o coração para reconhecê-Lo naquele que tem fome, sede, está doente, desamparado ou oprimido. Todas as vezes que servimos aos que sofrem é ao próprio Deus que servimos, ainda que não tenhamos fé. Esta é a essência do Cristianismo. Cuidar de um doente vale mais aos olhos de Deus do que todas pomposas celebrações litúrgicas, presididas pelo papa na Basílica de São Pedro, em Roma. Porque, para Deus, o que há de mais sagrado é o ser humano".

Diante de tudo o que vimos costurado até agora, atreveremos alguns pontos conclusivos: Que poderemos transformar o tempo de qualquer quarentena para revermos nossas atitudes, pensamentos e mudanças;

Que a Igreja Católica não fechou suas portas, ela apenas se multiplicou, agora existe uma Igreja em cada família que reza.

Que a Eucaristia aponta a necessidade de acabarmos com a tentação de procurarmos os primeiros lugares;

Que devemos acabar com a ganância pelas posses, o poder de querer sempre dominar e explorar os mais pobres...

Que Deus é comunicante e está falando à nossa alma que a grandeza se faz na humildade que aponta para a vida plena que acontece na simplicidade e se faz vizinha da a pureza de coração, mansidade da alma.

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               Edivaldo do Carmo

 


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