Diante
das coisas que acontecem no mundo e conosco, sentimo-nos sem ação, pois não
sabemos o que fazer. Então, nos perguntamos sobre o que fazer e como fazer? Precisamos
de serenidade. E nós a pediremos a Deus, em oração, dizendo:
Senhor,
concedei-me, serenidade necessária para aceitar com generosidade as coisas que
não posso modificar.
Coragem
para modificar aquelas que posso mudar, com a devida prudência.
Sabedoria
para conhecer a diferença entre elas, em qualquer contexto.
Senhor,
que eu viva um dia de cada vez.
Desfrute
um momento de cada vez.
Aceite
como fato, que as dificuldades constituem o caminho que me leva à verdadeira
paz.
Aceite
o mundo como criação perfeita das mãos talentosas do sábio criador, e não que
ele fosse criado segundo as minhas conveniências.
Que
eu confie mais no Senhor e a ele me entregue sem reserva, aceitando como minha
sua vontade, para que, assim, eu seja razoavelmente feliz já nesta vida e, na
outra, plenamente feliz.
Senhor,
se as pessoas compreendessem quão grande és, quão excelsa é tua sabedoria, elas
se curvariam em tua presença, esvaziadas das vaidades e preenchidas da
humildade, para adorar-te, amar-te e te obedecer na forma como mereces.
Providencialmente,
recebi de um contato meu um texto da professora Maria Inês de Castro Millen que
contextualiza muito bem os assolamentos que recebemos todos os dias e que,
muitas vezes nos deixam paralisados, um texto que fará parte da oração da
serenidade e que vale a pena acompanhar
e refletir a respeito da mensagem de hoje e de como deveremos agir diante dos
fatos da nossa vida, no dia de hoje e sempre.
“Um ancião sozinho, diante da Mãe e do Filho
pede pelo mundo que treme diante de um inimigo invisível.
Um
ancião sozinho, frágil, todo de branco, na noite que se avizinha, nos conclama
a rezarmos juntos para que o mundo se cure.
Um
ancião sozinho, já um pouco trôpego, em uma imensa praça vazia, sob a chuva,
sobe com decisão ao topo do monte para falar com Deus, para interceder por nós.
Um
ancião sozinho, cheio de ternura, nos lembra as palavras de Jesus: “não tenham
medo, mas creiam!”
Estas
imagens ficarão para sempre no meu coração.
Ele
é o discípulo que Jesus desejou, aquele que despido de todas as honrarias e
enfeites desnecessários, se coloca a serviço de uma humanidade que sofre e
chora.
Que
o Senhor nos cure das doenças do corpo, mas também daquelas do coração para
que, livres desta pandemia, possamos também nos livrar de nossos egos
narcísicos, ávidos de dinheiro, prestígio e poder, para nos tornarmos pessoas
melhores, mais amáveis e solidárias, solícitas no cuidado dos outros e da terra
que nos sustenta.
Que
Maria interceda por nós e que Jesus nos cure de tantas dores.
Amém!”
Edivaldo
do Carmo

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