sexta-feira, 10 de abril de 2020

Jesus, cumprimento da Lei

    Jesus na Lei e em Deus 
       (Estampa retirada do Google em 10/04/2020)

No Reino de Deus, todas as relações devem ser sinceras e transparentes, e a verdade deve ser dita em qualquer situação, não havendo nenhuma necessidade para juramentos: a confiança é um sentimento presente no coração de todos porque o amor, “sentimento-rei”, é a base das relações.

Para fazer parte desse reinado divino, é necessário praticar a justiça e aceitar a Lei no coração, pois ela se compara a um caminho cujas margens são o amor e liberdade. Os Mandamentos da Lei de Deus são retomados por Jesus, à luz de Mt 5,17-37; Eclo 15,16-21 e 1ª Cor 2,6-10, que os esquadrinha e nos mostra o quanto são profundos, os quais devemos viver com sinceridade e profundidade.

Assim, Jesus dá o pleno cumprimento à Lei, vivendo-a e nos propondo vivê-la em seu melhor sentido, mostrando-nos que nossa prática religiosa não deve ser resumir à meras formalidades, desconectada da realidade e da vida, pois se isso acontecer conosco, os Mandamentos de Deus não estão sendo vividos como se deve.

A vida é prioridade e, como tal, deve ser respeitada em todas as dimensões. Assim sendo, há três aspectos muito importantes a serem considerados: a) compromisso com a vida (implicando o comprometimento radical e convicto com a vida e respeitando a dignidade de todos); b) compromisso com a fidelidade (a justiça do Reino exige profundo respeito no trato com as pessoas, em especial, com as mais fragilizadas); c) compromisso com a palavra (esforçando-se em superar conflitos, não apontando só os defeitos do outro, mas reconhecendo os erros que há em nós).

De fato, não há mesmo nenhuma necessidade de fazermos juramentos, pois a relação, entre nós, baseia-se na intimidade e na confiança à Palavra de Deus e, por isso mesmo, a palavra do cristão e da pessoa justa deve ser digna de crédito. É importante recordar que Deus nos criou para sermos felizes e alcançaremos a felicidade quando realizarmos em nossa vida a sua vontade.

Ora, os Mandamentos de Deus são sinais visíveis da sua vontade em nós, tanto que fomos criados para uma liberdade responsável, sem nenhum desejo de aprisionar alguém na nossa liberdade e como conseguiremos viver harmoniosamente? A partir do momento em que nos dispusermos maior atenção às palavras de Jesus e às situações concretas do nosso dia a dia. Cabe-nos, portanto, receber os Mandamentos da Lei de Deus na ótica de Jesus, pois Ele é a plenitude da Lei e a sabedoria de Deus.

          Edivaldo do Carmo    

Um comentário:

  1. Tenho um sonho antigo: ver a igreja vazia na Sexta-feira da Paixão e superlotada no Domingo de Páscoa.
    Parece que 50% dele foi realizado...

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