quarta-feira, 27 de maio de 2020

SEM - Seção Edivaldiana (Mensagem)

Ama e faça tudo de maneira maternal (Parte 2)


(Estampa disponível em https://epocanegocios.globo.com/Vida/noticia/2017/03/pensar-em-coisas-boas-o-que-faz-voce-ser-realmente-mais-feliz.html acessado hoje).



O que namora, até que se case. O que casa, até que conviva. O que é pai, até que os crie.

O que prometeu, até que se cumpra. O que deve, até que pague. O que chora, até que cale.

E já com o semblante bem distante daquele sorriso, completou: O que já me deixou...

...até que o reencontre” (Erma Bombeck).

Por fim, mas não menos importante, toda mulher é mãe, primeiramente, da boneca; mais tarde, do irmãozinho; quando se casa, mãe do marido, antes de o ser dos filhos.

Sem filho, será mãe adotiva; entregará a alguém os benefícios do seu amor; os sobrinhos, os filhos alheios; os alunos; uma causa justa.

Quantas mulheres, que a vida não escolheu, para a maternidade de seus próprios filhos, não se tornaram mães de suas próprias mães? Quantas? Ou do pai? Ou do avô?

A maternidade é irreprimível, como uma fonte de água que uma pedra obstruiu,

ela vai brotar adiante.

Na guerra, a mulher é mãe dos feridos, mesmo que tenham outra bandeira e usem outro uniforme.

A maternidade não tem fronteiras, não tem cor, não tem preferências.

É das poucas coisas que se bastam a si mesmas.

Tem sua própria devoção: a esperança.

Tem sua própria ideologia: o amor.

Mãe, mater, madre!

Toda mulher é mãe!

Voltando ao início do texto, num determinado momento da sua missão, Jesus disse aos seus ouvintes “se alguém me ama, guardará a minha palavra, e o meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada.  Quem não me ama não guarda a minha palavra. E a palavra que escutais não é minha, mas do Pai que me enviou."

“Onde está o seu Deus, onde está?”

O amor é um processo revelador, tanto no campo humano como na dimensão divino. Num período de nossa vida, ele nos sustenta e cuida. Ao crescermos, criamos nossa identidade, e temos que devolver esse gesto que que o Amor perpassa e a vida continua seu ciclo. Acontece que em nossa história, nós nos apegamos, aprisionamos em nossos sentimentos, experiência traumáticas, criando escravidão e injustiça, guerra e morte.

Jesus nos revela um novo caminho, uma outra margem do Amor Divino que se encontra em nós de forma trinitária.

O caminho, Jesus Cristo, desvelando a Verdade, gerando a Vida divina em cada um de nós pelo Pai eterno. É um percurso doloroso mas santificador, de cura e libertação.

 

 

               Edivaldo do Carmo

 

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