Ama e faça tudo de maneira maternal (Parte 2)
O
que namora, até que se case. O que casa, até que conviva. O que é pai, até que
os crie.
O
que prometeu, até que se cumpra. O que deve, até que pague. O que chora, até
que cale.
E
já com o semblante bem distante daquele sorriso, completou: O que já me
deixou...
...até
que o reencontre” (Erma Bombeck).
Por
fim, mas não menos importante, toda mulher é mãe, primeiramente, da boneca;
mais tarde, do irmãozinho; quando se casa, mãe do marido, antes de o ser dos
filhos.
Sem
filho, será mãe adotiva; entregará a alguém os benefícios do seu amor; os
sobrinhos, os filhos alheios; os alunos; uma causa justa.
Quantas
mulheres, que a vida não escolheu, para a maternidade de seus próprios filhos,
não se tornaram mães de suas próprias mães? Quantas? Ou do pai? Ou do avô?
A
maternidade é irreprimível, como uma fonte de água que uma pedra obstruiu,
ela
vai brotar adiante.
Na
guerra, a mulher é mãe dos feridos, mesmo que tenham outra bandeira e usem
outro uniforme.
A
maternidade não tem fronteiras, não tem cor, não tem preferências.
É
das poucas coisas que se bastam a si mesmas.
Tem
sua própria devoção: a esperança.
Tem
sua própria ideologia: o amor.
Mãe,
mater, madre!
Toda
mulher é mãe!
Voltando
ao início do texto, num determinado momento da sua missão, Jesus disse aos seus
ouvintes “se alguém me ama, guardará a minha palavra, e o meu Pai o amará, e
nós viremos e faremos nele a nossa morada.
Quem não me ama não guarda a minha palavra. E a palavra que escutais não
é minha, mas do Pai que me enviou."
“Onde
está o seu Deus, onde está?”
O
amor é um processo revelador, tanto no campo humano como na dimensão divino.
Num período de nossa vida, ele nos sustenta e cuida. Ao crescermos, criamos
nossa identidade, e temos que devolver esse gesto que que o Amor perpassa e a
vida continua seu ciclo. Acontece que em nossa história, nós nos apegamos,
aprisionamos em nossos sentimentos, experiência traumáticas, criando escravidão
e injustiça, guerra e morte.
Jesus
nos revela um novo caminho, uma outra margem do Amor Divino que se encontra em
nós de forma trinitária.
O
caminho, Jesus Cristo, desvelando a Verdade, gerando a Vida divina em cada um
de nós pelo Pai eterno. É um percurso doloroso mas santificador, de cura e
libertação.
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