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Muito feliz e
oportuna a temática "Nunca estivemos tão iguais, como humanidade", cuja autoria
é atribuída a Ir. M. Nilza P. da Silva, uma belíssima e profunda reflexão, a
qual foi submetida a alguns recortes, mas preservadas todas as suas intenções e
espiritualidade. Vamos à mensagem.
Imagine você se o pregador fosse o próprio Deus e que não houvesse
limites de inscrições!
É isso que está acontecendo com a pandemia do coronavírus.
Desde o dia 31 de dezembro de 2019, quando, pela primeira vez, as
autoridades chinesas alertaram a Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o
surgimento do coronavírus, Deus está pregando um retiro para a humanidade.
O número de participantes cresce cada dia mais, nunca estivemos tão
iguais, como humanidade, todos sob a mesma ameaça e vivenciando a mesma
pequenez.
Só Deus é grande e bom!
Como você está participando desse retiro?
Está como aqueles (as) que vão só para ouvir novidades e sentem-se muito
importantes, mas a mensagem não lhes atinge o coração...
Está como aqueles (as) que estão ali só de corpo presente, pois não
seguem as instruções, nem se entregam ao silêncio nem param para refletir,
estando de forma errada no lugar certo. Quem é você nesse retiro pregado por
Deus?
Como você quer participar desse retiro pregado por Ele?
Nesse retiro quaresmal 2020, que durará bem mais do que 40 dias, o bom
Deus nos dá muitas mensagens, diante das quais vamos silenciar o coração para
ouvir e deixar que suas mensagens se decantem em nossas reflexões, descendo a
profundidade do coração, para se tornar ações em nossa vida.
Nunca a humanidade esteve tão igual
É verdade que há diferenças de recursos, mas, quem está 100% livre de
ser infectado?
Quem sabe como seu organismo vai reagir ao COVID-19?
Não há diferenças de raça, idade, posição social, religião, cultura.
Como humanidade, todos estamos na mesma situação de perigo, de vivência do
quanto somos frágeis e limitados.
Nesse retiro estão em patamar de igualdade as diferentes correntes
ideológicas...
Os países considerados mais desenvolvidos cientifica e economicamente
estão sob a mesma ameaça que os considerados subdesenvolvidos, a qualidade de
acesso a internet e o grau das pesquisas digitais se inclinam e todos querem se
proteger, os exércitos mundiais mais poderosos são atacados por um vírus que
não se transmite por mísseis e nem por voos não guiados, mas, de pessoa a
pessoa.
Só Deus é grande e precisamos nos inclinar diante dele!
O Pe. Kentenich dizia que “Deus é o Deus da vida. Onde Ele permite que
algo se rompa e se despedace, onde permite que algo pereça e morra, é porque aí
quer criar nova vida. Assim, a semente deve antes morrer para produzir muitos
frutos. Apliquemos este critério à época atual: constatemos os terríveis
escombros, as tremendas devastações com que nos defrontamos, a toda hora, na
ordem física, moral e espiritual. Suspendamos a respiração. ‘Transitus Domini
est’. O que Ele quer formar novamente das catástrofes e ruínas deve ser um
mundo maravilhoso, deve ser.
Um mundo maravilhoso, deve ser uma ordem admirável”.
Pelo contato pessoal se atinge o mundo
Qual estrategista de marketing aconselharia abranger o mundo com uma
mensagem sem usar as redes sociais?
Nenhum deles.
No entanto, Deus nos mostra que o que se transmite de modo pessoal
alcança o mundo inteiro, de modo muito rápido.
A ciência diz que para cada pessoa confirmada estar com o coronavírus,
se pode contar que mais 15 foram infectadas.
Imagine que a cada pessoa que ama, pelos menos mais 15 são influenciadas
por esse amor.
Portanto, fortalecer os vínculos pessoais é colaborar para que o amor
abrace o mundo. Pe. Kentenich explica que “Necessitamos empenhar-nos a fim de
nos vincularmos pelos laços do amor, pessoa com pessoa, membro para com membro.
A Aliança de Amor com a Mãe de Deus tem de se tornar, sempre mais, em
nossas fileiras, Aliança de Amor com o Deus Trino, Aliança de Amor entre nós,
Aliança de Amor com todos os homens do mundo".
Fique em casa e cuide de sua família com amor...
Essa mensagem tem sido um apelo de Deus e da sociedade, durante o nosso
retiro, pois a saúde do mundo depende da família.
Que lindo se essa mensagem continuar viva também após a pandemia ter
sido vencida, pois, “Se quisermos contribuir para a edificação do Estado,
devemos cuidar, antes de tudo, que a célula fundamental seja sadia.
Se quisermos educar cidadão sadios e vitoriosos para o Estado, devemos
cuidar que essas virtudes sejam cultivadas e garantidas no pequeno círculo da
família".
Fecham-se as portas de nossos templos, mas a Igreja permanece aberta e
viva, porque seus membros vivem e cada família é um Santuário.
A restauração do equilíbrio do mundo está nas suas mãos.
Essa mensagem de Deus em nosso retiro mundial é muito clara.
Só é possível transformar o mundo e torná-lo saudável se cada um cuidar
de si mesmo.
Isso não dispensa o cuidado pelos demais, mas, só pode realmente amar o
próximo, quem ama a si, por isso o ensinamento dado: “Amar o próximo como a si
mesmo” (Mt 22,39).
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